
Apesar da grande onda negacionista, cientistas sérios defendem que o aquecimento global é real. E, nas próximas décadas, a incidência de turbulência severa deve aumentar em até três vezes. Esse é o alerta que faz o Dr. Paul Williams, professor de Ciências Atmosféricas da Universidade de Reading, na Inglaterra.
Como sempre avisamos turbulência não derruba o avião. Mas, sempre use cinto de segurança quando estiver sentado no avião!
Durante uma conferência sobre o clima em Amsterdã, na Holanda, na última semana, Paul Williams fez uma apresentação sobre os impactos das mudanças climáticas na aviação. De acordo com Paul, a aviação já sofre impactos hoje. Ele comenta que hoje, as turbulências de céu claro são 15% mais fortes do que nos anos 1970, quando os satélites começaram a monitorar os céus. Isso acontece por causa da diferença de velocidade do vento dentro e fora das correntes de jato.
Corrente de jato é um fenômeno natural que acontece em grandes altitudes, principalmente no inverno. Por causa da rotação da Terra, ventos fortes sopram a quase 200 km/h, sempre de oeste para leste. Isso ajuda, por exemplo, voos da América para a Europa, que pegam carona nesses ventos. No entanto, o ar próximo às correntes é bem turbulento, já que as massas de ar têm velocidades muito diferentes em um espaço curto. Para o especialista, a frequência dessas turbulências deve aumentar em até três vezes nas próximas décadas.
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Aeroportos submersos
Apesar de turbulência não derrubar avião, ela pode machucar quem está a bordo sem cinto de segurança. Comissários de voo têm 24 vezes mais chance de se machucarem do que passageiros, de acordo com o Escritório Nacional de Segurança dos Transportes dos Estados Unidos (NTSB). Hoje, as companhias gastam cerca de 500 milhões de dólares por ano só com transtornos causados por turbulências.
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Além disso, ainda há outra preocupação em relação ao aquecimento global e aviação. De acordo com o professor, com o derretimento do gelo previsto para as próximas décadas, o nível dos mares deve aumentar, podendo deixar até 100 aeroportos debaixo da água. Inclusive, aeroportos importantes como os de Nova York e Newark, Bangkok e Rio de Janeiro podem ser afetados por esse aumento do nível do mar.
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