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Falta de funcionários provoca caos aéreo na Europa

Por falta de funcionários, as filas para entrar na sala de embarque do aeroporto de Dublin chegaram a três horas (foto: Jonathan Winton Photography/Flickr)

Com a chegada do verão, a demanda de passagens aéreas na Europa foi maior do que as companhias previram. Porém, devido à falta de funcionários, as companhias estão precisando lidar com cancelamentos, filas e reclamações em toda Europa. Nos Estados Unidos, as companhias precisam se mexer para evitar que o caos aéreo chegue por lá também.

Os problemas começaram a surgir na virada de 2021 para 2022. Apesar das novas cepas do vírus, alta no preço do combustível e a situação cada vez mais quente na Ucrânia, a demanda de passagens aéreas aumentou mais do que era esperado. A vacinação avançava e, depois de dois anos em casa, as pessoas queriam voltar a viajar. O resultado foi que a demanda por passagens cresceu muito mais do que a recontratação de funcionários. E os problemas se acumulam por toda Europa.

Outro problema se refere à documentação que os passageiros precisam apresentar antes dos voos. Apesar de as fronteiras estarem reabrindo, ainda há países que exigem comprovação de vacina ou teste contra covid para os viajantes. A conferência desses dados atrasa ainda mais o check in.

Entretanto, a falta de funcionários não se restringe ao check in. Como noticiamos aqui no blog, o número de extravio de bagagens aumentou em 24% só em 2021. Em parte, o problema se deve à redução nos quadros das empresas de handling. Em Dublin, na Irlanda, as filas para entrar na sala de embarque chegavam a durar três horas, por falta de pessoal no raio-x. Postagens nas redes sociais mostram filas de passageiros saindo dos terminais.

O que as companhias e aeroportos estão fazendo

Companhias aéreas e aeroportos estão precisando se virar para contornar os problemas. Por exemplo, o aeroporto de Dublin já havia contratado 300 funcionários extras para atender a demanda inesperada. Então, contratou mais 370 colaboradores para a segurança do aeroporto. Em Manchester, o aeroporto precisou convocar os bombeiros para ajudar as equipes de handling no carregamento dos aviões.

Companhias aéreas também estão precisando se adaptar à nova demanda. A SAS teve de alugar diversos Airbus A220 para tentar reduzir os efeitos da falta de tripulantes. Outras companhias, como a British Airways, KLM e a easyJet precisaram cancelar voos e até parar de vender passagens. Até a Delta Air Lines anunciou que vai cancelar 100 voos por dia em julho, bem como em agosto, para evitar que os problemas se repitam nos Estados Unidos

Dias de treinamento

Projeções do início do ano não previram tamanho crescimento no número de passageiros com a chegada das férias de verão. Além da incerteza sobre novas cepas do vírus que provoca a covid, as tensões entre Ucrânia e Rússia estavam cada vez maiores. Por isso, companhias e aeroportos demoraram tanto a contratar novos funcionários.

Além disso, ainda há outro agravante na situação. Mesmo que se contrate mais pessoal, ainda há um tempo de treinamento e certificação dos novos funcionários. Nessa primeira onda de viagens, não há muito o que se fazer. No entanto, com as férias de verão na Europa indo até setembro e com o pico em meados de agosto, as companhias precisam agir logo.

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