
Nesta semana, Airbus e Boeing divulgaram a quantidade de aeronaves entregues no primeiro trimestre de 2022. Apesar das restrições impostas à Rússia, impossibilitando a entrega de dois Airbus A350, os europeus registraram mais entregas do que os norte-americanos. Entre janeiro e março de 2022, foram 140 Airbus entregues contra 95 Boeing.
Vale ressaltar que a Airbus atende a uma fatia de mercado na qual a Boeing não atua: os aviões regionais. Os norte-americanos tentaram comprar a divisão de jatos regionais da Embraer para bater de frente com o Airbus A220, no entanto, a negociação não foi adiante. O A220 entrou para o catálogo da europeia em 2018, quando a Airbus comprou a divisão de jatos regionais da Bombardier e renomeou os CJets.
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Liderança em detalhes
Ainda assim, mesmo desconsiderando as vendas do A220, a Airbus ainda tem ampla vantagem sobre a Boeing. Dos 140 aviões entregues pelos europeus neste ano, apenas 11 eram jatos regionais. Composta pelos A319neo, A320neo e A321neo, a família A320 foi a grande responsável pela liderança europeia, com 102 jatos entregues neste ano. De acordo com o relatório, a Airbus ainda entregou seis aviões da família A330 e mais 14 A350.

Ao mesmo tempo, os americanos entregaram 86 Boeing 737. Ainda foi entregue um 747 cargueiro, cinco 767 também de carga e três Boeing 777. Não houve entregas de 787 neste período. Ademais, a Boeing ainda divulgou a quantidade de aeronaves militares entregues neste ano. Entre Apaches e Chinooks novos e renovados, a empresa entregou 29 helicópteros em 2022. Foram quatro caças F/A-18 e um F-15, além de quatro KC-46 Pegasus, a versão do 767 para reabastecimento. Além disso, a Boeing ainda entregou três P-8 Poseidon, o Boeing 737-800 adaptado para vigilância, inteligência e guerra submarina.
Pedidos e desistências
Não entrou nessa lista, mas a gente falou ontem no blog que a Air France-KLM confirmou a compra de quatro A350 cargueiros.

No mesmo período, a Airbus acumulou 253 pedidos por novas aeronaves. Entretanto, o relatório destaca que houve 170 cancelamentos de pedidos, em destaque do A330-900, que, sozinho, acumula 83 desistências. No total, os europeus somam 83 pedidos de aeronave, já contando com os A350 cargueiros, que só devem voar a partir de 2026. Entretanto, a Boeing não revela se houve desistência de compras. Em seu site, a fabricante soma 167 encomendas feitas no primeiro trimestre de 2022.
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