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Saltaram Sem Paraquedas e SOBREVIVERAM

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Publicado por Equipe AeM

Senta que lá vem história. Nicholas Stephen Alkemade era um sargento britânico, nascido em 10 de dezembro de 1922 na cidade de North Walsham, Norfolk, Inglaterra, e era jardineiro antes de se alistar na Força Aérea Real quando estourou a Segunda Guerra Mundial. Ele foi treinado como artilheiro e após completar seu treinamento, serviu como artilheiro de cauda no Esquadrão 115 da RAF.
Alkemade fazia parte de uma tripulação de um bombardeiro Avro Lancaster MK II, que era capaz de transportar as maiores bombas usadas pela RAF durante a Segunda Guerra Mundial. Esses bombardeiros geralmente voavam em missões noturnas e, por isso, o bombardeiro que a tripulação de Alkemade tripulava foi batizado de Werewolf (Lobisomem).
Alkemade voou quatorze missões bem-sucedidas com a tripulação do Werewolf, o que mostrava que ele era um sujeito de sorte, pois a perspectiva de vida de um artilheiro de cauda era de apenas 4 missões, o que dava umas duas semanas. Na noite de 23 para 24 de março de 1944, o Werewolf participou de um bombardeio contra Berlim. Eles lançaram a sua carga com sucesso, mas na viagem de volta ventos fortes os desviaram do curso. Eles acabaram voando sobre a região do rio Ruhr, que tinha uma alta concentração de indústrias e por consequência, de defesas antiaéreas.
O bombardeiro foi atacado por baixo por um caça noturno Junkers 88 da Luftwaffe, e os danos resultantes rasgaram a asa e a fuselagem, incendiando o avião que caiu em espiral. Era óbvio que o Lancaster estava além da salvação, e o piloto ordenou que a tripulação pulasse da aeronave em chamas.
Alkemade, sozinho em sua torre na parte de trás do avião, já estava sendo queimado pelas chamas, com sua máscara de oxigênio de borracha começando a derreter no rosto e os braços queimados pelo fogo. Como o local era apertado, o artilheiro de cauda não fica com o paraquedas durante o voo, e ele lutava em pânico para pegar seu paraquedas que ficava em outro local. Imagine o pavor que sentiu quando viu que seu paraquedas estava pegando fogo.
Só restava à ele duas alternativas: queimar até a morte ou pular para a morte, e escolheu a última opção. Melhor passar pelo breve terror da queda e ter um fim rápido e misericordioso do que sofrer através do fogo. Saltando do avião sem seu paraquedas, caindo a quase 200 km/h e olhando para o céu estrelado vendo o avião em chamas do qual acabara de saltar, ele perdeu a consciência.

Realmente essa estória parece inacreditável. Mas e se eu disser que ainda durante a guerra houve outra queda e dessa vez de uma altitude ainda maior? Só que dessa vez havia um paraquedas…que não foi aberto.