Categorias:

Por Que Não Temos Aviões Nucleares?

Só pela descrição já dá um friozinho na espinha. Como assim detonação ou perda “acidental” de uma arma nuclear? Não deve ser legal perder uma bomba nuclear, né?
Mas o que acontece com as bombas ou armas nucleares perdidas?

Isso tem nome, flecha quebrada ou broken arrow, é o nome original em inglês, de como as forças armadas dos Estados Unidos se referem à um evento inesperado envolvendo armas nucleares que resulta no lançamento, disparo, detonação, roubo ou perda acidental da arma.

Acidentes acontecem e com um arsenal que no seu ponto máximo chegou a 31mil ogivas nucleares em estoque, isso apenas nos Estados Unidos, e com muitas dessas ogivas se movimentando em aviões, navios, submarinos, e até em trens e aviões, dá para calcular que se houvesse a probabilidade de zero virgula um por cento de um acidente nesse arsenal, daria umas 31 ogivas, com cada uma delas sendo algumas centenas de vezes mais poderosas do que as usadas em Hiroshima e Nagasaki.

No que diz respeito aos aviões, sabemos que nos anos 50 e 60 a probabilidade de um acidente era muito maior que hoje em dia, afinal era tecnologia de mais de 60 anos atrás.
E na União Soviética também não ocorreram acidentes? Com certeza, talvez até mais que os americanos, porque seu arsenal chegou a um número de 45 mil ogivas.

Hoje podemos ficar bem mais tranquilos, o número de ogivas é bem menor com “apenas” umas 3800 estratégicas ativas nos EUA e um número parecido na Rússia.

E para confirmar a estatística, de 1950 até 1980 houve 32 eventos de “broken arrows” divulgados (acreditem se quiser), sendo que cada evento pode incluir mais de uma ogiva.
O inscrito Lucas Freitas nos lembrou de um desses eventos de broken arrows, que acabou sendo um dos mais conhecidos, por envolver armas americanas em um país estrangeiro, no caso a Espanha. Agora dá um play e vem saber mais sobre as história das bombas nucleares perdidas, ou broken arrows.