
Nesta terça-feira (5), a Petrobras anunciou mais um aumento no preço da querosene de aviação (QAV). Em 15 refinarias, o preço do QAV está 3,9% maior do que em 1º de junho. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), o preço do combustível para aeronaves já aumentou 70,6% entre 1º de janeiro e 1º julho. Em 2021, o aumento bateu 92% em relação ao ano anterior.
Como comentamos no blog, por mais que a cobrança pelo despacho de bagagens pudesse baratear as passagens, o preço do combustível acabou pesando.
A Abear destaca que o combustível no Brasil chega a ser 40% mais caro do que no exterior. Dessa forma, a entidade defende que haja uma política pública para reduzir o preço dos combustíveis. Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, destaca que a associação vem conversando com o governo para tentar essa redução no preço da querosene.
Audiência na Câmara dos Deputados
Nesta terça-feira (5), Eduardo Sanovicz participou de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para debater o preço dos combustíveis. Organizada pela deputada Jacqueline Cassol (PP-RO), a audiência debateu a política de paridade de preços praticada pela Petrobras.
Como Eduardo destacou em sua fala, enquanto o barril de petróleo subiu 48%, o combustível de aviação teve uma alta de 91,7%. Isso ajuda a explicar o aumento de quase 20% que as passagens aéreas tiveram em 2021. Conforme destaca o presidente da Abear, apesar de os consumidores não pagarem diretamente pelo combustível, ele acaba encarecendo o preço do bilhete. No Brasil, a querosene corresponde por 40% do preço da passagem, enquanto corresponde a 20% em outros países.
Além disso, o presidente da Abear questiona a paridade de preços da Petrobrás: “Por que pagamos no combustível (que é produzido em 96% aqui no Brasil), o mesmo preço da produção de Dubai? Será que todos os custos estão colocados como deveriam?”
Enfim, quer saber mais novidades da aviação? Então nos siga no Twitter, Instagram, Facebook e TikTok


