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Pequeno no Tamanho, Gigante nas Vendas

Hoje vamos falar do avião mais importante para aquela empresa que foi por muito tempo a maior fabricante de aviões comerciais do mundo. Senta, que lá vem História!

Entre as muitas histórias que estamos trazendo na nossa série da dinastia Boeing, vamos conhecer a carreira desse que é o menor Boeing de todos, mas o mais importante também: é o avião mais vendido da fabricante, foi por décadas o modelo mais popular do mundo, e é o modelo de linha aérea em produção há mais tempo no planeta: já foram mais de meio século, 14 mil unidades encomendadas e dez mil produzidas na fábrica de Renton. Vamos conhecer o Baby Boeing: pequeno no tamanho, gigante nas vendas.

E por estar a tanto tempo, ele virou uma história de paixão entre os que puderam comandar o baby Boeing. Segue o link para um depoimento do comandante Pamplona, que se aposentou voando no 737

O ano era 1964, o Boeing 707 dominava as rotas longas do mundo, era o maior avião a jato da sua época. Já as rotas médias e curtas começaram a ser cobertas pelo belíssimo trijato Boeing 727, lançado no começo daquele ano.

Mas, com a concorrência ferrenha de aeronaves europeias como o holandês Fokker F-28, do britânico BAC- One Eleven e até da arquirrival Douglas no DC-9 – que um dia viria a dar lugar ao confuso 717, como a gente já viu no episódio EP.717 – a Boeing precisava agir depressa: rotas de menor distância e capacidade estavam sendo dominadas por suas adversárias.

Inicialmente, a ideia era criar um avião realmente regional: 60 passageiros e 600 milhas de alcance, e com dois motores na cauda, igual à solução que a concorrência tinha encontrado. Mas aí entra uma outra lenda da qual vamos ouvir falar bastante daqui a 10 episódios: o engenheiro Joe Sutter. Foi dele a ideia de colocar os motores abaixo das asas e aproveitar o nariz e a fuselagem do 707: assim, cargas que entrassem no porão de um avião da fabricante, caberiam também no porão dos outros modelos, e o mais importante: da mesma maneira que a Boeing vencera a Douglas ao adotar uma fuselagem mais larga nas rotas longas, ela iria vencer de novo nas rotas curtas: ao invés dos no máximo cinco assentos lado a lado de todas as outras fabricantes, a Boeing manteria os seis assentos. Dessa maneira, nasceu o design do Baby Boeing: a fabricante que tinha virado o jogo na era do jato, abria um novo front nas rotas curtas, médias e de baixa capacidade.

O motor escolhido foi o mesmo do 727: os Pratt and Whitney JT-8D, com 14500 libras de empuxo cada: metade da potência de um MAX hoje. O projeto de 150 milhões de dólares chefiado pelo engenheiro Jack Steiner, do qual falamos no vídeo do 727, foi aprovado em fevereiro do ano seguinte, 1965, e duas semanas depois a cliente lançadora encomendou 21 unidades.

Pela primeira vez, o lançamento de um jato da Boeing aconteceria na Europa: a Lufthansa, uma das grandes num mercado repleto de rotas ávidas por aviões regionais, seria a primeira a operar o avião.

Em abril, seria a vez da United Airlines anunciar a compra de 40 aviões. Mais dois anos se passariam até o roll-out, em janeiro, e o primeiro voo do Boeing 737, em 9 de abril de 1967. Quase 54 anos atrás, é mole? E o bichinho tá aí, até hoje.

Quando o processo de certificação foi concluído, apenas oito meses depois, o 737 tornou-se o primeiro jato da Boeing a operar com apenas dois pilotos: e isso mudou tudo…

Agora dá um play e vem ver mais sobre a trajetória do baby Boeing 737

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