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Liberdades do ar, 9 direitos sobre aviação que você não sabia!

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Publicado por Equipe AeM

Liberdades do ar, uma empresa brasileira pode voar da Argentina pro México sem parar no Brasil?

A gente aqui no Aviões & Músicas recebe muitos e-mails com perguntas interessantes. Sempre que o assunto ainda não foi tratado aqui no canal, ou surge a oportunidade, a gente manda um “responder a todos” aqui nos Aerolitos, aí a dúvida de um se torna o conhecimento ou aprendizado de todo mundo.

Uma das perguntas que recebemos foi essa. Como funciona para as companhias de um país voarem para outros, inclusive sem incluir seu próprio país? É isso que vamos falar hoje, sobre Liberdades do ar.

Agora com a distribuição de vacinas e o aumento de voos exclusivamente cargueiros, muitas rotas diferentes estão aparecendo. Mas é claro que os acordos que permitem esse tipo de voo entre países está fundamentado em algo estabelecido há muito mais tempo. Vamos ver de onde surgiu isso?

Lá pra 2009, fazia alguns anos que a GOL tinha absorvido a marca Varig. Com a fusão, vieram vários Boeing 767, que logo depois pararam de voar, pouco antes da última grande crise econômica mundial antes dessa que estamos passando, a de 2008. Mas, após mais de ano estocados lá em Confins, apareceu a oportunidade de fazer fretamentos entre Buenos Aires e Cancún. A GOL se mexeu, colocou os aviões em condições de voo, treinou as tripulações, e vários voos aconteceram naquele ano.
Mas tinha um detalhe: as tripulações saíam de São Paulo, levavam o avião vazio até Buenos Aires, onde os passageiros embarcavam. Daí o voo partia na direção de Cancún, mas não sem antes parar em Manaus e, só depois, com uma nova tripulação, partir para o Caribe. Mas por que, se o Boeing 767 tem autonomia para fazer um voo entre Argentina e México confortavelmente? Bom, tem mais de uma razão pra essa parada no Amazonas acontecer, mas uma delas tem a ver com esse conjunto de regras que se você não conhece, vai conhecer hoje, e chama-se “Liberdades do Ar”.