
Na última segunda-feira (20), a Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou a assinatura de um contrato para receber dois Airbus A330. Os aviões vão cumprir missões de transporte de passageiros e cargas, além de reabastecimento aéreo. Além disso, poderão atuar em missões de resgate médico ou humanitárias, como os KC-390 recentemente indo buscar refugiados da Ucrânia. O contrato é de 80 milhões de dólares, ou 375 milhões de reais.
A Azul ganhou a licitação e, dessa forma, vai ceder as duas aeronaves para a FAB. Um dos aviões, o antigo PR-AIS, havia voado na Avianca Colômbia e Avianca Brasil, antes de ir para a Azul. A outra aeronave nem chegou a voar pela companhia de Campinas. Depois de passar pela Avianca Colômbia, veio para a Avianca Brasil, onde voou até o fechamento da empresa, em 2019. Na Força Aérea, elas vão ter as matrículas FAB 2901 e FAB 2902, e vão voar pelo Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2º/2º GT) – Esquadrão Corsário, baseado no Galeão.

Substituindo o Boeing 707
Ao longo da história, apenas um avião pôde cumprir essa variedade de missões, o KC-137. Em 1986, o governo do presidente José Sarney comprou um Boeing 707 da Varig, e o converteu para diversas missões. O avião voou pela FAB até 2003, quando foi aposentado. Desde então, a Força Aérea ainda utilizou o Boeing 767, denominado C-767 para missões de transporte de cargas e tropas. O governo brasileiro chegou a tentar uma nova licitação para o C-767, no entanto, o Tribunal de Contas da União (TCU) questionou os valores do leasing. De acordo com o TCU, seria mais barato comprar um Boeing 767 do que alugar.
Desde então, a principal aeronave multimissão da FAB é o KC-390. Os novos KC-30 (designação militar do A330) vão unir toda versatilidade do KC-390, com as capacidades operacionais do Airbus A330, que podem levar até 110 toneladas de combustível.
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