
O fim de uma era! Depois de 53 anos de produção, a Boeing anunciou: está construindo seus cinco últimos Boeing 747. Em 1969, o primeiro avião de fuselagem larga da história revolucionou a aviação. Até então, os Boeing 707 e Douglas DC-8 levavam relativamente poucos passageiros. Com o dobro da capacidade e a mesma quantidade de motores, o 747 barateou as passagens e tornou o voo acessível. Porém, apesar de histórico, a produção do avião chegou ao fim.
De 1969 para cá, a Boeing lançou 21 versões do 747, entre modelos civis e militares. De acordo com a fabricante, foram 1568 Jumbos construídos nesses 53 anos. Até meados da década de 1990, o Boeing 747 era líder quase que absoluto no mercado de rotas longas. No entanto, aviões de dois motores, como os Boeing 767, 777 e Airbus A330 começaram a ter um alcance até maior do que os 747 em muitas rotas. E, com o combustível mais caro, se tornou mais viável usar aviões de dois motores nessas rotas longas.

A última cartada
A última aposta da Boeing com os Jumbo foi o lançamento do 787-8. A empresa apresentou o avião ainda em 2005 e ele começou a voar apenas em 2012, com nova aerodinâmica, maior uso de materiais mais leves e motores mais eficientes. Além da versão de passageiros, a Boeing ainda projetou o 747-8F, versão cargueira do jato. A princípio, a previsão era vender pelo menos 300 unidades. No fim das contas, foram vendidas apenas 150: 48 de passageiros e 102 cargueiras. A pandemia de covid-19 ainda acelerou a aposentadoria da Rainha dos Céus e de muitos aviões comerciais mais antigos. Hoje, as empresas preferem usar aviões mais econômicos, apesar de menores, como os Boeing 787, Airbus A350 e, em alguns casos, até o A321neo.
Inclusive, os últimos cinco Boeing 747 em produção são cargueiros. De acordo com a fabricante, a UPS vai receber seu último 747-8F, enquanto a Atlas Air vai receber os outros quatro. Portanto, o último Boeing 747-8 deve sair da fábrica em outubro de 2022. No entanto, isso não é o fim do avião. Apesar de esses serem os cinco últimos Boeing 747, as companhias aéreas, especialmente as cargueiras, ainda devem usar a Rainha dos Céus durante muitos anos!
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