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Será que realmente o 5G pode atrapalhar voos? Entenda o caso

As preocupações com a interferência das redes 5G nos rádio altímetros provavelmente persistirá, visto que os próximos equipamentos de aviônica operam em bandas de frequência semelhantes.

Enquanto os interesses de telecomunicações e aviação aguardam o resultado dos órgãos reguladores sobre como implantar com segurança redes de telecomunicações 5G em torno dos aeroportos, a perspectiva de interferência desses sistemas com rádio altímetros em aviões permanece como um ponto de discordância. 

Nos Estados Unidos, embora a pressão da FAA (Administração Federal de Aviação), a ANAC dos americanos, companhias aéreas e fabricantes de aeronaves entraram em um acordo entre as gigantes das telecomunicações Verizon e AT&T para atrasar a introdução das redes até 19 de janeiro. Caso não aconteça nenhuma reviravolta no processo, no Brasil, Anatel e Embraer estão conduzindo estudos para avaliar riscos.

Os rádio altímetros que são responsáveis por calcular a distância da aeronave em relação ao solo, usados especialmente em operações de pouso por instrumentos.

Os padrões para a fidelidade de banda de frequência de rádio altímetros não mudaram desde os anos 1970, deixando a perspectiva provável da necessidade de limitar a força dos sinais 5G em torno dos principais aeroportos ou arriscar interrupções e desvios nos voos.

A polêmica em questão concentra-se na proximidade das bandas de frequência em que operam o 5G e os rádio altímetros, que são responsáveis por calcular a distância da aeronave em relação ao solo, usados especialmente em operações de pouso por instrumentos, quando a visibilidade na pista está reduzida, para evitar acidentes e colisões com obstáculos.

O equipamento se concentra na proximidade das bandas de frequência em que operam o 5G e os altímetros.

O problema se concentra na proximidade das bandas de frequência em que operam o 5G e os rádio altímetros. Estes operam na faixa de 4,2 a 4,4 GHz, enquanto os sinais 5G estão na faixa de 3,7 a 3,98 GHz, parte da chamada banda C.

O problema surge em casos potenciais das ondas de rádio “vazarem” na parte do espectro das redes 5G. Reconhecendo o conflito potencial, a RTCA – uma corporação privada sem fins lucrativos que trabalha com especialistas do governo e da indústria para desenvolver padrões de desempenho técnico para conformidade regulamentar, em 2019 estabeleceu um comitê para definir novos padrões para rádio altímetros, para garantir tolerâncias de frequência mais amplas, assim mitigando a possibilidade de seus sinais se desviarem para faixas adjacentes. 

Em 2020, um relatório da RTCA avaliou a interferência da banda C nas operações do altímetro, encontrando “ameaças graves de interferência prejudicial aos altímetros de radar instalados atualmente”. A RTCA afirmou que o relatório deve servir como base para uma análise contínua para garantir que os altímetros funcionem conforme o planejado. Até agora, nenhum estudo “confiável” discordou da análise.

Aqui no Brasil, as operadoras de telefonia podem usar a faixa até 3,7 GHz, mantendo uma distância maior da banda da aviação, que reduz os riscos de interferência. O 5G em nosso país está afastado em pelo menos 500 MHz da frequência de operação dos equipamentos de rádio altímetros, se comparado aos Estados Unidos, onde o afastamento é um pouco mais de 200 MHz.

A Embraer, enviou um ofício manifestando intenção de realizar ensaios em voo e em solo para verificar possíveis interferências, além de ter cooperado com a Anatel que explica o problema se aplica unicamente às operações no território norte-americano. A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) também se comprometeu a monitorar o assunto.

Veja as considerações do Lito neste vídeo do canal:

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