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Artigos e Curiosidades, Causos

PP-VJN – O Electra mal assombrado e a história de um sequestro – Parte 2

Esta é a parte 2 sobre o Electra mal assombrado, tem que ler a parte 1 primeiro.

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PP-VJN, um sequestrador havia sido morto lá dentro, diziam os mais velhos, e por isso se ouviam vozes e gemidos em seu interior. Mas qual seria a verdade sobre esta história de sequestro? Seria verdade que um Electra havia sido sequestrado e o autor do sequestro teria sido morto em seu interior?

Resolvi então pesquisar em revistas e jornais antigos, e graças aos acervos digitais (que época maravilhosa que vivemos não?) encontrei toda a informação que queria, e de quebra um pouco de aula de história para entender como a imprensa era conivente (tinha que ser) com a ditadura militar.

VJN no dia do sequestro - 30 de maio de 1972 - Fonte: Revista Veja edição 196

Um breve resumo da história oficial:

No dia 30 de Maio de 1972, o PP-VJN estava escalado para fazer o voo 131, decolando de Congonhas e tendo como destino final Porto Alegre (de acordo com a Veja. Em outras fontes consta o destino como Curitiba). Algum tempo após a decolagem, um sequestrador invadiu o cockpit armado com um Beretta e exigiu 1500 cruzeiros, 3 paraquedas e garantias de não haver retaliações. A aeronave retornou para Congonhas onde ficou por mais de 5 horas com os motores virando até acabar o combustível enquanto ocorriam negociações para libertar os reféns (passageiros e tripulantes). Após mais de 8 horas, o sequestrador suicidou-se…. com um tiro na nuca. Esta é a versão oficial.

Mas o que será que ocorreu mesmo naquele dia? Bem, isto seria um trabalho p/ um jornalista investigativo desvendar, e eu imagino o quão interessante seria esta história, já que com o pouco que descobri lendo revistas e jornais da época me encantei.

Para entender um sequestro de aeronave no Brasil, primeiro é preciso se posicionar historicamente no período da ditadura militar (1964 a 1985). Obviamente não faz parte do escopo do Aviões e Músicas ensinar história do Brasil, mas creio que todos devem estudar a respeito para entender algumas coisas que acontecem ainda hoje em nosso País.

Abrindo um parêntese: A Folha de São Paulo, Veja e Estadão (e provavelmente os jornais televisivos), enfim, todos os orgãos de informação emitiam a mesma versão do sequestro, que era a versão oficial passada pelos militares no poder. Prestem atenção, se todas as fontes falam a mesma coisa, como é que você, cidadão que precisa da informação, vai conseguir saber o que se passa de verdade na sua vida? Por isto é sempre bom questionar as notícias que te apresentam, não acredite em tudo, as agências de notícias podem estar servindo a um interesse maior. Sempre pensem nisso.

Voltando ao Electra sequestrado.

Sabem o que percebi sobre a historia documentada pela imprensa? Um mar de erros e contradições. Em determinado momento a Folha de São Paulo fala que a reivindicação do sequestrador era de 1,5 milhões de cruzeiros e três paraquedas. A Veja, por outro lado fala em uma reivindicação de 1.500 cruzeiros em notas de 100 e 50.

A folha fala que em determinado momento o comandante do voo pediu a para a torre de controle 6000 libras de combustível e 1.500 litros de óleo para os motores que ficaram virando o tempo todo.

Mil e quinhentos litros de óleo meus amigos, está na primeira página da Folha de São Paulo de 31 de Maio de 1972. 1500 litros de óleo, dividido por 4 motores dá 375 litros de óleo para cada motor. Eu não lembro mais exatamente quantos litros cabiam em cada reservatório do Electra, mas não chegava a 50 litros o sistema todo com certeza!

A Folha de São Paulo não autorizou que eu usasse qualquer material aqui no Blog para ilustrar a historia (na verdade, eu teria que pagar uma licença à Folha, mesmo o meu Blog não tendo qualquer fim lucrativo), mas acessem seu acervo digital e leiam sobre o sequestro, obviamente eu não vou colocar o link aqui :). Depois comparem com a edição 196 da revista Veja (também disponível em meio digital de graça). Nas duas fontes vocês encontrarão a versão oficial dos fatos, inclusive de como o sequestrador foi enganado a pegar o dinheiro, como os tripulantes fugiram e como ele se suicidou.

Agora, o sequestrador segundo a versão não oficial:

O maranhense Grenaldo de Jesus da Silva, tinha sido um dos 1509 marinheiros que foram expulsos da Armada em abril de 1964. Foi morto em 30/5/1972, no Aeroporto de Congonhas (SP). Tentava sequestrar um avião da Varig, que havia decolado para Curitiba, obrigando o piloto a retornar a São Paulo. Depois de ser negociada a saída de todos os passageiros e a maior parte dos tripulantes, a aeronave foi invadida e Grenaldo morto. Agentes do DOI-CODI/SP relataram a vários presos políticos que se encontravam naquela unidade de segurança as condições em que tinham executado o sequestrador.

A versão oficial divulgada foi de que se suicidara. Somente em 2003, a repórter Eliane Brum, da revista Época, foi procurada por uma testemunha com novas informações. Mais do que isso, a matéria permitiu que o filho de Grenaldo de Jesus, Grenaldo Erdmundo da Silva Mesut, que ainda não conhecia as circunstâncias reais da morte do pai, encontrasse sua verdadeira história e sua família.

O nome de Grenaldo de Jesus sempre constou do Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos, apesar de não haver contato com seus familiares.

Seu corpo, enterrado como indigente no Cemitério Dom Bosco, em Perus, foi parar dentre as ossadas da vala clandestina daquele cemitério. A família não apresentou requerimento à CEMDP quando foi editada a Lei nº 9.140/95. Somente em 2002, um dos irmãos entrou com o pedido, cuja responsabilidade foi transferida ao filho quando finalmente localizado.

Nascido no Maranhão, o marinheiro Grenaldo era o filho mais velho dentre 12 irmãos. Seu pai era alfaiate, a mãe servente de escola em São Luís (MA). Ingressou na Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará em 1º/1/1960. Em 30/9/1964, quando era marinheiro de 2ª classe, foi expulso em função de sua participação política e terminou sendo condenado a 5 anos e dois meses de prisão, a mais alta pena dentre os 414 marinheiros julgados.

Para evitar a prisão, mudou-se para Guarulhos, na Grande São Paulo. Durante cinco anos, trabalhou como porteiro e vigilante da empresa Camargo Corrêa. Casou-se com Mônica e tiveram um filho. Num dia de 1971, Grenaldo saiu de casa, nervoso após receber cartas que provavelmente lhe avisavam que fora descoberto. A mulher só voltou a saber dele quando foi divulgada sua morte por ocasião do sequestro. O menino Grenaldo tinha 4 anos e cresceu sem saber do pai.

A história começou a ser desvendada quando a foto de Grenaldo foi publicada em matéria da revista Época, de março de 2003. Uma testemunha do sequestro procurou a revista. Era José Barazal Alvarez, sargento especialista da Aeronáutica e controlador de tráfego aéreo no aeroporto de Congonhas, que estava trabalhando no dia da tentativa de sequestro e alternava com os colegas a comunicação com a tripulação do avião. Quando a tentativa de sequestro acabou, ele recebeu a missão de reunir os pertences do sequestrador e redigir um relatório. Há 30 anos sofria pesadelos ao lembrar da carta-testamento para o filho, que ele mesmo retirou do peito de Grenaldo, junto a um segundo tiro em seu corpo. Percebeu então que Grenaldo não se suicidara com um único tiro, como afirmaram a Aeronáutica e os legistas do IML. Mas José Barazal decidiu permanecer calado até rever a foto publicada, quando então decidiu procurar o filho de Grenaldo e contar- lhe a verdade. Não guardou a carta, mas se lembra que era dirigida ao filho, explicando que sequestrava o avião para chegar ao Uruguai e que viria buscar a família assim que possível. Mas ninguém conhecia o filho de Grenaldo até que uma cunhada sua, meses depois, viu a mesma revista num consultório dentário e Grenaldo Erdmundo passou a fazer parte desta história. A revista proporcionou um emocionante encontro de José e Grenaldo Erdmundo, resgatando a verdade.

A repórter localizou também o mecânico de voo Alcides Pegruci Ferreira, a única pessoa que permaneceu no avião com Grenaldo após a fuga da tripulação pela janela, e que encontrou o corpo caído, viu o buraco da bala, quase na nuca. Afirmou que “virou piada o sequestrador suicidado com um tiro na nuca”. “A ditadura decidiu que era suicídio e a gente teve de aceitar. Botaram um pano em cima”.

A relatora do processo na CEMDP observou que, “embora o IPM seja inconclusivo quanto à motivação política de Grenaldo de Jesus da Silva no sequestro que culminou em sua morte, assim como não há documentação reunida nos autos que comprove que o falecido participava de uma ação politicamente orientada, fica patente que esse entendimento foi o que conduziu toda a ação policial militar quanto aos fatos”.

Por unanimidade, a Comissão Especial acompanhou o voto da relatora, no entendimento de que “a aeronave em que Grenaldo se encontrava quando morreu se assemelha às dependências policiais, já que a vítima estava sob custódia das forças de segurança”.

Fonte do texto acima: http://br.groups.yahoo.com/group/oquintopoder/message/9383

O PP-VJN foi o segundo Electra com que fiz a travessia do oceano Atlântico para o Zaire (atual republica democrática do Congo), já matriculado como 9Q-CDI, cuja plaqueta de identificação do painel guardo como recordação.

Ao contrario da primeira travessia, a do VJN foi muito complicada, com muitas panes e até um cancelamento em Recife. Apesar disso, não ouvi vozes ou ruídos durante as madrugadas sobrevoando a escuridão da Africa, apenas o ronronar enjoativo das hélices fora de sincronia… mas confesso que naquela época não conhecia a verdadeira história do sequestro do VJN.

Nota: o 9Q-CDI se acidentou em 1999, ficando totalmente destruído e matando os sete ocupantes.

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  • Rodrigo Portam

    Ótima história Lito….
    Parabéns.

  • Márcio

    Parabéns Lito!

    Outra história maravilhosa!

    Grande abraço.

  • http://pulse.yahoo.com/_XKLNXMYOX65A2TKATFYVOA6L3M Orlando

    Parabéns, Linda matéria.

  • Marcel738

    Ola Lito, tenho muitas horas no VJN, trabalhando como técnico, voando como F/E e como F/O. Nunca vi nada de assombrado nele. Com relacao ao sequestro, ouvi o F/E Tarcísio muitas vezes contar esta estória, e que nao tinha sido nenhum suicídio. Ele estava em CGH e testemunhou este caso (segundo ele).
    Uma vez, trasladando o VLA do SDU para CGH num vôo noturno com somente a tripulação técnica, durante vôo de cruzeiro recebemos o aviso sonoro e luminoso da chamada de comissários da única Galley trazeira. Fui lá dar uma espiada mas nao havia ninguém. Comentando com alguns, disseram que poderia ser o “Quebec” escondido filando uma carona. Who knows?

  • http://www.facebook.com/people/Antonio-José-Vieira-Castro/100001743859774 Antonio José Vieira Castro

    -Muito boas essas matéria. Parabens!!! Lito voce deveria reunir tudo e publicar um livro só com os casos sobre a aviação comercial……

  • Rids

    Meio a propósito, teremos mais um Electra II de farda entre nós: http://www.aereo.jor.br/2012/02/16/mais-p-3-chegando/

  • Luiz Rocha

    Excelente Lito, meis uma vez ótima história!

  • http://www.facebook.com/rndomingues Rodrigo Domingues

    Ótima história Lito, parabéns!

  • Felipe

    texto sensacional, parabéns Lito.

  • Dener Dias

    aeronave sinistra!!!

  • lvcivs

    Excelente trabalho, Lito, parabéns!!

  • Goytá

    Não sei se houve algum outro sequestro de Electra em 1972 (naquela época, sequestros de aviões eram comuns no Brasil, como meio de forçar a libertação de presos políticos ou de fugir para Cuba, onde a esquerda clandestina brasileira conseguia asilo), mas tenho quase certeza que viajei no VJN em julho de 1972.

    Eu tinha 11 anos de idade, mas me lembro que nessas férias fiz com minha mãe um giro triangular BH-SP-Rio-BH e no trecho SP-Rio, na hora de embarcar, ficamos por uns momentos num cercadinho que havia no início do pátio de Congonhas (os aviões paravam perto do terminal porque o movimento era muito menor do que hoje e geralmente se ia a pé até a escada do avião) e reconheci o prefixo do avião onde íamos viajar como sendo um que havia sido sequestrado recentemente e isso tinha sido noticiado. Não me lembro se era PP-VJN, mas me lembro que reconheci o prefixo.

    Perguntei ao funcionário da Varig que tomava conta do cercadinho: “não foi esse avião que foi sequestrado?” Lembro-me bem que ele pareceu ficar muito nervoso, não olhou para mim, e olhando para a frente balançou a cabeça apenas levemente que sim. Durante muito tempo, achei que ele apenas não quisesse alarmar os outros passageiros com minha pergunta de criança sem simancol. Não acredito que fosse por razões políticas, porque o simples fato de que o avião tinha sido sequestrado era de domínio público, fora amplamente noticiado e não haveria problemas em ser mencionado. Mas o rapaz certamente sabia das histórias (ditadura e censura ou não, a fofoca ainda era um esporte nacional e corria solta) e agora, quase 40 anos depois, entendo o nervosismo dele.

  • Goytá

    Caramba, Lito, acabei de ler o relato do último voo do PP-VJN/9Q-CDI… Eu já tinha lido o relato da sua aventura africana e já tinha visto as coisas incríveis que se levavam naqueles aviões e o que se fazia com eles, inclusive levar gasolina a bordo. Mas esse voo bateu todos os recordes de insanidade! Só faltou eles dedicarem o voo ao Imperador do Japão, porque só um kamikaze para voar num avião com manutenção obviamente marretada, acima do peso, carregando combustível *E* explosivos *ao mesmo tempo* e com tripulação incompleta…

    • Rodrigo Portam

      Goytá….

      Olha esse vídeo.

      (Ctrl + C) de um comentário na última parte da viagem do Lito.

      Lito, … 
      http://www.youtube.com/watch?v… , olha em vídeo em 02:15, bem que você disse que na Africa só ”se trocava o pneu quando estourasse… 

      • Goytá

        Rodrigo, o CTRL+C não pegou o link, deu página inexistente no YouTube. Mas localizei a página e o post original. Eu já tinha assistido a esse vídeo (para quem não quiser fazer a mesma busca, o link completo é este: http://www.youtube.com/watch?v=T7q0-XfiQXI – aviso: tem 50 minutos). Meu francês não vai muito além de “bonjour, Monsieur”, mas com o pouquinho que sei, mais as imagens e o fato de o documentário se passar em Angola, país de língua portuguesa, deu para pegar. Realmente, é uma loucura aquilo lá! Só a primeira imagem, um 727 pousando numa pista de terra, já dá uma ideia do que vem depois. O Lito já foi um herói de ter ficado dois meses no então Zaire.

        Ah, enquanto estava procurando, achei um trecho em que o Lito falava de um voo que seria mais tranquilo, porque seria para Goma, uma cidade com mais infraestrutura. Pode ser. Mas ele deu sorte duas vezes. Primeiro, porque Goma fica bem aos pés do vulcão Nyiragongo, simplesmente o mais perigoso do planeta, porque sua cratera tem um lago de lava altamente fluida que às vezes simplesmente vaza pelas bordas em alta velocidade, mesmo que não haja erupção. Numa erupção poucos anos depois da passagem do Lito por lá, metade de Goma ficou debaixo da lava, que também cobriu metade da pista do aeroporto local – e assim ficou, operando com aviões menores agora na pista encurtada. E segundo, Goma fica na fronteira com Ruanda, país devastado por uma guerra civil (melhor dizendo, um genocídio que faria até Hitler ficar horrorizado de tanta selvageria) também logo depois. Óbvio que a cidade foi tomada de refugiados, de violência e a guerra civil transpôs a fronteira (foi o que no fim das contas acabou derrubando o ditador Mobutu).

        E ainda bem que até hoje a lava do Nyiragongo não chegou até o lago que banha Goma. O lago é uma bomba de gases dissolvidos, gás carbônico que se liberado poderia matar asfixiadas mais de um milhão de pessoas das redondezas e de metano que poderia causar incêndios incontroláveis se o equilíbrio do lago fosse perturbado por algo assim. E o Lito achando que estava indo para um lugar “tranquilo”…

        • Rodrigo Portam

          É Goyta, a cada post uma aula de conhecimentos….
          Já fiz um trabalho sobre o ” Grande Vale do Rift” http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Vale_do_Rift….

          Ahhhh… estou fazendo superior em BD é já vi em um post que você  já trabalhou na área, se salvo engano “apagando incêndio” por causa de um BD mau relacionado… 

          Enfim irei sempre te consultar, ok? … hehehe o/

  • Afcostamanso

    Essa estoria de sequestrar um aviao..pedir grana e paraquedas…so deu serto mesmo com o D.B Cooper…hehee
    Lito..uma vez que estava “treinando” em um 727 em VCP de uma carqueira gringa…um mecanico americano da empresa me disse que na escada atras do 27…tinha uma trava que se chamava DB Cooper ou algo assim (ela trava a escada se nao me engano)…coisa que a boeing desenvolveu logo apos esse sequestro… E isso mesmo?

  • Antonio Fernando Costa Manso

    Essa ”invenção” de sequestrar um aviao..pedir grana e paraquedas…so deu certo mesmo com o D.B Cooper…heheeLito..uma vez que estava “treinando” em um 727 em VCP de uma carqueira gringa…um mecanico americano da empresa me disse que na escada atras do 27…tinha uma trava que se chamava DB Cooper ou algo assim (ela trava a escada se nao me engano)…coisa que a boeing desenvolveu logo apos esse sequestro… E isso mesmo?

  • Alexandre A

    Lito,

    Na TRIP, há quem jure de pé junto que devido alguns falecimentos a bordo nos vôos da Amazonia Oriental (onde muitos enfermos voam né, para alcançar medicina avançada em Manaus), alguns paxs falecidos já foram vistos a bordo, inclusive uma comissária teria dado speech de PERMANECAM SENTADOS durante um taxi em Tefé, por causa de um paxs que se levantou, o problema é que apenas ela viu esse paxs, a outra comissária na parte da frente da aeronave e olhando pra ela, ainda fez sinal com as mãos de “speech pra quem?”… bom, já voei toda frota de ATR42 e nunca vi ninguem rsrsrs. Mas essa do VJN é interessantíssima, sem falar em outros sequestros que tiveram, inclusive de A300 da CRUZEIRO! Abraçoooooo

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Roberto/100002647311690 Fernando Roberto

    Aviãozinho agourento esse, hein!

  • ernani

    Boa noite, vc sade da historia do sequestro de uma aeronave da VARIG em Porto Alegre, que o mecanico a sequestrou e colidi contra o muro do hangar 02, foi pelos anos 50.