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De quantos motores um avião precisa?

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Publicado por Equipe AeM

O homem começou a voar com o número ideal de motores, nenhum! Foi assim que começaram os planadores de Otto Lilienthal no século 19, mas com grandes problemas, você tinha de iniciar seu voo através de um lugar elevado, pois não tinha nada na época que pudesse te rebocar.

Também tínhamos os mais leves que o ar, os balões, mas eram dirigidos pelo vento, você iria para onde o vento quisesse que você fosse. Já pensou? Você faz as malas para passar as férias no Rio de Janeiro e vai parar em Foz do Iguaçu.

Ainda no século 19, tentaram colocar motores elétricos para dar movimento aos balões, mas as baterias eram pesadas e com curta duração, também chegaram a usar motor a vapor, que também não deu certo. Imaginem fogo e água fervendo em balão de gás inflamável.

Mas aí chegou um mineiro baixinho com um chapéu esquisito e ideias geniais chamado Santos Dumont que colocou um motor a gasolina com uma hélice e superfícies de controle num balão de gas Hélio, fazendo com que ele pudesse ser guiado no céu. O motor só tinha 1,5 cavalo mas como o balão era mais leve que o ar, ele conseguia fazer com que se movesse devagar para onde ele quisesse.

Já na outra invenção, o 14 bis, para voar com um uma aeronave motorizada mais pesada que o ar, o motor utilizado tinha 50 cv de potência, pois teria de colocar no ar à partir da imobilidade um peso de 160 kg mais o do piloto (que por sorte era magrinho).
A partir daí a necessidade de transportar maior peso e mais pessoas passou a demandar motores mais potentes, mas os motores da época eram limitados tecnologicamente, daí veio a ideia de usar mais de um motor para a propulsão dos aviões.

Mas como sempre, veio a guerra para apressar o desenvolvimento tecnológico…

Hoje estamos na era dos bimotores e vamos continuar vendo eles reinarem nos céus até que novas tecnologias sejam introduzidas. O A350XWB já consegue voar até 370 minutos afastado de um aeroporto, o que permite que ele possa cumprir 99,7% das rotas existentes hoje, com exceção do voo sobre o Polo Sul.
Quem sabe se no futuro com aviões usando motores elétricos um número maior de motores não será necessário?